segunda-feira, 17 de junho de 2019

A TERRÍVEL HISTÓRIA DE MARCELO PÃO DE QUEIJO parte 3 (Conto de terror)

O julgamento público de Marcelo Pão de Queijo foi sumario. Como não podiam colocar as mãos no
homem, se voltaram contra sua casa. Primeiro jogaram lixo em sua porta, picharam a fachada e depois atiraram pedras e garrafas no seu teto. Após isso, mesmo com interdição da polícia, tentaram invadir a casa para destruir tudo que houvesse nela. As autoridades vieram e a coisa ficou feia com algumas pessoas levando socos e pontapés para se afastarem da casa de Marcelo. Nossa rua tinha se tornado um palco de horror. Não se falava em outra coisa e as especulações não paravam de crescer. Diziam que Marcelo passara a vida fazendo o que tinha de pior no mundo com garotos debaixo dos nossos narizes. Seu trabalho devia ser só fachada. Muito provável que violasse os meninos sexualmente e depois consumisse sua carne ou as colocasse em seus salgados. O erro dele devia ter sido praticar o ato com crianças próximas. Perguntavam-se quantas maldades não teria praticado por aí em suas andanças. Marcelo Pão de Queijo estava atrás das grades e não conseguiu evitar que os colegas de cela soubessem o porquê de sua prisão. Uma noite, três presos o surraram bastante e por pouco não conseguiram realizar seu maior intento: introduzir um cabo de vassoura no seu reto. Ainda assim, consta que eles o sodomizaram um após o outro. Alguns dias se passaram sem que o interesse nesses acontecimentos arrefecesse e então o que tinha trazido os policiais à residência de Marcelo, se repetiu. A polícia foi novamente chamada por causa de odores estranhos na casa do homem. Mesmo os agentes da lei mais experientes, se surpreenderam com o que encontraram. Mais despojos humanos espalhados sobre a laje na parte posterior da casa de Marcelo Pão de Queijo. Consequentemente o choque: o vendedor de salgados era provavelmente inocente e o matador estava solto. A polícia resolveu fazer uma busca geral pelas casas vizinhas, incluindo quintais e terrenos adjacentes. Se depararam com uma residência de dois andares que supostamente devia estar fechada, moradores. No entanto, lá estava um indivíduo andrajoso que não respondeu a nada que os policiais perguntaram. No interior da residência havia sangue coagulado e roupas de crianças. A casa dividia dois terços de sua largura com os fundos da casa de Marcelo. De seu segundo andar dava pra ver os tetos dos vizinhos. Para a polícia foi mais fácil que juntar dois mais dois. Ali estava o verdadeiro maníaco. E isso ficou ainda mais claro quando mais restos mortais foram achados enfiados num velho freezer. Neste meio, estavam os crânios das vítimas. Aparentemente o homem – que parecia sofrer de problemas mentais – não tendo mais espaço, simplesmente jogou algumas partes dos corpos sobre a laje descoberta de Marcelo Pão de Queijo.

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