Ele
era uma mistura de todos os clichês possíveis. Recluso, perturbado, tinha
histórico de abandono e abuso. Maltratou animais na infância, foi um
delinquente, fugiu de casa, deu entrada no juizado de menores. Seu padrasto
encontrou mais motivos para espanca-lo e a mãe justificou seu exagero no álcool
pelo desgosto com o filho único. George alcançou certa serenidade aos dezessete
anos ao se interessar pela vida dos serial killers famosos. Passava horas
lendo, vendo filmes. Em pouco tempo sabia tudo sobre a vida de Bundy, Ed Gein,
Dahmer, Albert Fish e demais matadores notáveis. Foi exatamente por isso e por
seu gosto por filmes com muito sangue que colocaram nele o apelido de George
Gore. Como era estranho e mórbido não teve muitos amigos e logo chamou a
atenção dos encrenqueiros da escola. Acabou abandonando os estudos e conseguiu
um emprego num posto de gasolina onde lavava carros. Mas logo foi despedido
quando foi flagrado esquartejando um cão no terreno baldio atrás do posto. Daí
em diante vagou de um serviço a outro. Sua mãe se separou do padrasto nesse
tempo. Surpreendentemente parou de beber. Começou a sair com um homem
evangélico e foi embora com ele. George Gore ficou sozinho e foi aí que começaram
seus crimes. Gore tinha começado a se envolver com pessoas barra pesada, em sua
maioria viciados em crack. Convidava-os para sua casa e então os matava,
esquartejava e enterrava no quintal. Quando o mau cheiro chamou a atenção dos
vizinhos e a polícia descobriu os corpos, se iniciou uma caçada. Ele fugiu e
passou a ser procurado por todo o estado. O inusitado nisso, foi que George
acabou sendo morto pela polícia quando regressou para própria casa. Encurralado
pelas autoridades, lançou mão de um facão e foi abatido à tiros. Alguns meses
depois, foram encontrados pelas redondezas que George Gore costumava
frequentar, corpos esquartejados. Seu modos
operandi. Um homem da vizinhança do assassino, alegou ter sido atacado por
ele certa noite, escapando por pouco. Indignado, o sujeito acusou a polícia de
ter mentido: - Eles não mataram aquele desgraçado – repetia o homem
transtornado. Foi assim que surgiu as especulações sobre George Gore, assim
como sua lenda. Alguns afirmavam que a polícia matou um drogado qualquer e
disse ter liquidado com o assassino, outros que Gore realmente foi morto pela
polícia, mas agora voltara dos mortos para continuar sua sanha de
esquartejador. Em casa, os pais assustavam as crianças com a imagem dele, na
escola, os moleques perturbavam uns aos outros com história de George Gore, o
filho de todos os serial killers que ultrapassara as barreiras da morte.domingo, 14 de abril de 2019
A LENDA DE GEORGE GORE (Conto de terror)
Ele
era uma mistura de todos os clichês possíveis. Recluso, perturbado, tinha
histórico de abandono e abuso. Maltratou animais na infância, foi um
delinquente, fugiu de casa, deu entrada no juizado de menores. Seu padrasto
encontrou mais motivos para espanca-lo e a mãe justificou seu exagero no álcool
pelo desgosto com o filho único. George alcançou certa serenidade aos dezessete
anos ao se interessar pela vida dos serial killers famosos. Passava horas
lendo, vendo filmes. Em pouco tempo sabia tudo sobre a vida de Bundy, Ed Gein,
Dahmer, Albert Fish e demais matadores notáveis. Foi exatamente por isso e por
seu gosto por filmes com muito sangue que colocaram nele o apelido de George
Gore. Como era estranho e mórbido não teve muitos amigos e logo chamou a
atenção dos encrenqueiros da escola. Acabou abandonando os estudos e conseguiu
um emprego num posto de gasolina onde lavava carros. Mas logo foi despedido
quando foi flagrado esquartejando um cão no terreno baldio atrás do posto. Daí
em diante vagou de um serviço a outro. Sua mãe se separou do padrasto nesse
tempo. Surpreendentemente parou de beber. Começou a sair com um homem
evangélico e foi embora com ele. George Gore ficou sozinho e foi aí que começaram
seus crimes. Gore tinha começado a se envolver com pessoas barra pesada, em sua
maioria viciados em crack. Convidava-os para sua casa e então os matava,
esquartejava e enterrava no quintal. Quando o mau cheiro chamou a atenção dos
vizinhos e a polícia descobriu os corpos, se iniciou uma caçada. Ele fugiu e
passou a ser procurado por todo o estado. O inusitado nisso, foi que George
acabou sendo morto pela polícia quando regressou para própria casa. Encurralado
pelas autoridades, lançou mão de um facão e foi abatido à tiros. Alguns meses
depois, foram encontrados pelas redondezas que George Gore costumava
frequentar, corpos esquartejados. Seu modos
operandi. Um homem da vizinhança do assassino, alegou ter sido atacado por
ele certa noite, escapando por pouco. Indignado, o sujeito acusou a polícia de
ter mentido: - Eles não mataram aquele desgraçado – repetia o homem
transtornado. Foi assim que surgiu as especulações sobre George Gore, assim
como sua lenda. Alguns afirmavam que a polícia matou um drogado qualquer e
disse ter liquidado com o assassino, outros que Gore realmente foi morto pela
polícia, mas agora voltara dos mortos para continuar sua sanha de
esquartejador. Em casa, os pais assustavam as crianças com a imagem dele, na
escola, os moleques perturbavam uns aos outros com história de George Gore, o
filho de todos os serial killers que ultrapassara as barreiras da morte.
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